Ecos e espelhos

trauma e desamparo na virtualidade

Autores/as

Palabras clave:

imagem, trauma, desamparo, virtualidade, crônica

Resumen

Este trabalho propõe uma reflexão sobre algumas possibilidades do efeito da imagem na constituição do self em tempos de virtualidade, a partir de duas vinhetas clínicas apresentadas sob a forma de crônica. As vivências de Eduardo, que evita o próprio reflexo na tela, e de Pedro, filmado sem consentimento durante uma relação sexual, interrogam os limites entre visibilidade, apagamento e existência psíquica. Tendo o mito de Eco como fio condutor, e à luz dos aportes teóricos de Freud, Winnicott e Roussillon, discute-se como as experiências diante da própria imagem providas pelo mundo digital, incluindo o atendimento on-line, podem revelar a ausência de um continente simbólico capaz de metabolizar a vivência, intensificando clivagens e reinscrevendo traumas, fazendo da tela um lugar de desamparo. 

Biografía del autor/a

Andressa Martins Belisario, Universidade de São Paulo

Psicóloga e psicanalista. Mestra em psicologia clínica.

Artigo recebido em 07/11/2025
Artigo aceito em 26/11/2025

Editora responsável pelo artigo: Sandra Nunes Caseiro

Publicado

2026-01-27

Cómo citar

Belisario, A. M. (2026). Ecos e espelhos: trauma e desamparo na virtualidade. Berggasse 19, 15(1), 37–47. Recuperado a partir de https://berggasse19.emnuvens.com.br/revista/article/view/149